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Madeira velha pode ser reciclada e evitar o corte de árvores

A madeira velha pode ser reciclada e ter novas utilizações, evitando a libertação de dióxido de carbono para a atmosfera e o corte de árvores. Os cidadãos, empresas e indústrias têm um papel fundamental, mas as autarquias também, facilitando a recolha.

No Dia Mundial para a Protecção da Camada de Ozono, responsáveis da empresa Tafibra, do grupo Sonae Indústria, que tem dez centros de reciclagem de madeira na Península Ibérica, três deles em Portugal, apresentaram o centro de reciclagem do Seixal.
Num encontro com jornalistas, que teve a participação da associação ambientalista Quercus, explicaram que a madeira é um “armazém de dióxido de carbono” e que em outros países se iniciou a reciclagem de madeira devido à pressão ecológica e ambiental, mas em Portugal foi a falta de madeira a originar o investimento nesta área.
“É um crime deitar no aterro ou queimar madeira” quando pode voltar a ser utilizada, defende o director do centro de reciclagem do Seixal, António Nabais.
Restos de edifícios demolidos, móveis que já não são utilizados, caixas de madeira usadas na grande distribuição ou nas indústrias podem ganhar nova vida. Começam por ser alvo de uma selecção, onde é separada a madeira de contaminantes, metais, plásticos ou outros produtos.
Num centro de reciclagem a madeira é triturada e depois reencaminhada para as fábricas de aglomerados. Mais tarde pode voltar a ser um móvel ou um revestimento. A madeira que já não tem condições para ser reciclada pode ser usada na produção de energia.
Em 2009 os três centros da Tafibra em Portugal processaram 245.000 metros cúbicos de madeira, dos quais 88% foram utilizados como matéria-prima para produção de derivados de madeira, e separaram 550 toneladas de outras matérias para reciclar, referiu António Nabais.
Em Portugal a fábrica de aglomerados regista uma incorporação de 42% de matéria-prima reciclada, percentagem que a empresa espera subir para 60% dentro de dois anos, segundo o director do centro de reciclagem do Seixal.
A Tafibra e a associação ambientalista Quercus juntaram-se para apostar na conservação da natureza e sensibilizar a população para a necessidade de reciclar madeira, matéria-prima que iria para aterros ou seria queimada.


Através do site madeiraurbana.com, que estará online a 15 de Outubro, a Tafibra pretende informar das vantagens de reciclar madeira e inclui-la nos aglomerados fabricados e sensibilizar para a adopção de boas práticas ambientais, tanto indústrias e empresas, como o cidadão em geral. Neste espaço será encontrada a localização dos centros de reciclagem ou de recolha.
A empresa e a Quercus assinaram um protocolo através do qual apoia uma intervenção na serra do Caramulo, numa área onde existe vestígio de um bosque antigo, com espécies originárias da região, como explicou José Paulo Martins, da associação.

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Filed under: Ecologia

Uma resposta a "Madeira velha pode ser reciclada e evitar o corte de árvores"

  1. Carlos Simoes diz:

    Abati 2 palmeiras com 27 anos em Fernão Ferro / Seixal e preciso de as remover. Alguem está interesado na madeira?

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